terça-feira, 1 de julho de 2008

DIARIAMENTE

Não conheço metade das pessoas com quem perco tempo em conversar,
nem elas sabem quem eu sou ou o que eu quero ser.

Algumas coisas acontecem por motivos sérios,
outras coisas porque não soubemos dar seriedade tanto quanto o necessário,
e é aí que eu me pego a pensar cousas irrisórias,
mas que se levadas a fundo fazem sentido...

Eu não quero passar pela vida,
eu não quero que os outros saibam que direção eu vou tomar,
não espero isso,
como não espero apoio de lugar não sólido, sem base.

Certas coisas não mudam nunca,
outras já precisam constantemente de se renovarem para dar certo.
Será que um dia nós conseguiremos nos olhar como antes?
Todo mundo sabe, a quem nós estamos tentando enganar.

O cara que vive para sempre nas festas,
ou o que realmente nos olha diariamente
e convive com o que há de pior e de melhor em nós?

ele me ensinou muito em vida e continua a me ensinar depois de morto.
não importa quante tempo se passou,
se algo é real, se existe ou existiu de verdade,
não fica na poeira.
Não é uma terapia que temos que viver,
não é um estado de escravidão,
não é sermos super heróis eternos...

O que me tira lágrimas se resume em realidade,
o que me faz suspirar é a vida,
não nada especialmente fantástico,
mas o fato de eu estar alí para poder sentir o que ele me conta,
saber que é verdade,
que eu não simplesmente co-existo.

Eu não amo só uma memória, um ideal ou um passado,
não vivo de nostalgia.
Amo o que eu sou, quando eu sei que sou e quero ser,
quando sinto com todos os meus sentidos que mesmo errados,
nós estamos certos em nossas verdades.

mas quando isso vai acabar?
não quero ter que ficar sorrindo assim,
paraíso para mim é se encontrar,
se reencontar,
se apaixonar...
DIARIAMENTE.

xiba -- 01/07/2008

domingo, 29 de junho de 2008

canalhambecks

Entre idas e vindas, olhares e condições, aquele casal nada convencional dribla compromissos, pares, família, faz que não vê as brincadeiras lançadas por eles no mundo, plantam cenas óbvias... Só pensam em se divertir.

Ele, um típico garotão de quase 30, ela, uma mulher no alto de seus 25 aninhos, que ainda brinca de ser menina. Inconseqüentes, se deslocam entre olhares e sorrisos, movem e comovem a massa que os segue. Não buscam reconhecimento nem aplausos, eles se divertem no anonimato.

Ele busca a boa vida de classe média, enquanto ela se sustenta psicologicamente com livros comprados virtualmente e abomina a idéia de vidinha simples e pacata da classe média. Ele sonha com carros, roupas, eletrônicos e ela só precisa de um cantinho quente na hora de dormir. Ele é vaidoso, se produz para o espelho, ela é rota e só se produz para almas.

Entre músicas e letras, acordes, olhares e escapadas, viagens e sonecas, os mundos se cruzam e por um segundo tudo faz sentido. Sentindo cores, calor, carinho, cuidado.

Eles são dois... dois irmãos que querem uma vida pateticamente moderninha, mas se perdem no caminho... eles só se querem bem.

************* Xiba * 29.06.08 *************

segunda-feira, 23 de junho de 2008

toque

Tudo isso porque eles me querem um ser normal.
E eu sou o que sei ser,
não por não precisar de verdades,
mas de realidades...
Eles não entendem que as verdades deles são mentiras,
grandes mentiras bordadas no tapete de entrada
aonde tentam camuflar o próprio problema.

Preciso de realidades,
não precisam ser concretas,
sobrevivo bem na abstração...
às vezes preciso dividir minhas realidades,
que de tão intensas tornam-se tangíveis
e essa insuportabilidade de nada ser insuportável sufoca.
A forma das coisas consomem o meu espaço,
elas se multiplicam em inúmeros pequenos signos,
pensantes, retráteis, fixos, móveis, falantes ou não...

Preciso de espaço,
meu.
Realidades antes de serem,
são verdades,
e mesmo que falsas,
são efeito.

Antes do homem, do amor ou da dúvida...

***
Xiba Djim - 22/06/2008

sexta-feira, 16 de maio de 2008

out world

...Enquanto a noite caia,
ele trabalhava uma possibilidade de deixá-la,
e foi.

Voltando do trabalho foi surpreendida por uma ligação, não era dele, ela não sabia o que o número tão conhecido e a tanto tempo esquecido fazia alí, piscando diante dela.
Colocou os pensamentos em ordem, anunciou ao coração que não era nada, mas ele não obedeceu e quase instantaneamente disparou.
Em sua cabeça medo e paixão brigaram por tanto tempo quanto ela conseguiu não pensar, inútil.
Atendeu muda.
Um alô frio do outro lado da linha disse como um irmão, estou com uma pessoa em meus braços que diz te amar e que não era para ser assim...
um topor tomou conta da menina que queimava por dentro, como um filme antigo ela sentiu que o mundo parava e imaginou o instante seguinte...
Desligou.
Não era possível que isso estaria acontecendo com ela.
Passara por muitas coisas na vida, mas isso era demais.
Ligou para casa, ninguém atendeu além da secretária, para o celular do marido... e a mesma voz fria atendeu, só que agora como um veludo quente e macio.
Ela então chorando, desligou novamente.
Perdida em pensamentos dizia para si mesma que nunca amara o seu marido, que aquilo não fazia menos sentido do que quando pela primeira vez decidiu que iria casar para esquecer o homem de sua vida.
Alí, no meio do nada ela não sabia mais o que era, o que fizera ou o que acontecera.
Os carros buzinavam ao redor, mas ela não ouvia, estava em outro mundo.

(...)

...cansei ^^ !

terça-feira, 13 de maio de 2008

a verdade da mentira

As estrelas contam histórias de um mundo que nunca existiu,
as pessoas aguardam guardadas na memória,
esboços de uma luz.
Pela janela sonham verdades impossíveis,
trancadas pelas grades empoeiradas da coragem.
E onde está você neste céu púrpura,
onde não se vê alegria na vontade de dormir sob o jornal,
verdades mal contadas,
rascunhadas por ilusionistas,
domadores de gente,
selecionadores de um mundo completo,
complexo.
Nas ondas do mar as dores se vão,
o tempo passa entre garrafas e pessoas.
Pensamentos impuros vindos do velho padre sentado a sombra da castanheira,
pensamento impuros do velho testamento.
Quisera no infinito de sua vontade uma...
O reflexo do espelho no olho do amante,
amarga sua condição doce,
devia satisfazer entre a sobra da sombra e os pecados mortais,
mas não sai do pensamento,
as estrelas que um dia através das janelas do edifício inacabado...
pela janela do seu quarto.
memórias de um mundo que nunca existiu.

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-xibalicious_06-05-2008-=-=-=-=-=-=-==-=-

terça-feira, 29 de abril de 2008

e se fosse verdade?

Just like heaven

Show me how you do that trick
The one that makes me scream he said
The one that makes me laugh he said
And threw his arms around my neck
Show me how you do it
And i promise you i promise that
I’ll run away with you
I’ll run away with you

Spinning on that dizzy edge
I kissed his face and kissed his head
And dreamed of all the different ways i had
To make him glow
Why are you so far away, he said
Why won’t you ever know that i’m in love with you
That i’m in love with you

You, soft and only
You,lost and lonely
You, strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water
You’re just like a dream
You're just like a dream

Daylight licked me into shape
I must have been asleep for days
And moving lips to breathe his name
I opened up my eyes
And found myself alone alone
Alone above a raging sea
That stole the only boy i loved
And drowned him deep inside of me

You, soft and only
You, lost and lonely
You, just like heaven

You, soft and only
You, lost and lonely
You, just like heaven

domingo, 20 de abril de 2008

lembranças

a caminho da cama,
quando o dedo precisa desligar a máquina,
mas a vontade deixa acontecer o contrário,
achei isso...

no meio de tantos outros arquivos guardados do tempo da carochinha.

a minha amiga lili que me deu, achei fofo e guardei.
hoje sabe-se lá por qual razão, decidí mostrar ao mundo.
é quase um pouco de alguma coisa que esteve em mim um dia e que para sempre estará.

=]

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(((( Dicionário Fofo ))))


SOLIDÃO é uma ilha com saudade de um barco.
SAUDADE é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
LEMBRANÇA é quando, mesmo sem autorização, o pensamento reapresenta um capítulo.
AUTORIZAÇÃO é quando a coisa é tão importante que só dizer " eu deixo " é pouco.
POUCO é menos da metade.
MUITO é quando os dedos da mão não são suficientes.
DESESPERO são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça provocando angústia.
ANGÚSTIA é a agonia de um nó muito apertado bem no meio do sossego.
AGONIA é quando você, o maestro,fica preocupado e perde completamente a batuta, o ritmo...
PREOCUPAÇÃO é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.
INDECISÃO é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
CERTEZA é quando a idéia cansa de procurar e pára.
INTUIÇÃO é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
PRESSENTIMENTO é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
RENÚNCIA é um não que queria ser sim.
SUCESSO é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
VAIDADE é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.
VERGONHA é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
ORGULHO é uma guarita entre você e o da frente.
ANSIEDADE é quando faltam 5 minutos sempre para o que quer que seja.
INDIFERENÇA é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.
INTERESSE é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
SENTIMENTO é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
RAIVA é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
TRISTEZA é uma mão gigante que aperta seu coração.
ALEGRIA é um bloco de Carnaval que não liga se não é Fevereiro.
FELICIDADE é um agora que não tem pressa nenhuma.
AMIZADE é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
DECEPÇÃO é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho
DESILUSÃO é quando anoitece em você contra a vontade do dia.
CULPA é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, você sabe que não podia.
PERDÃO é quando o Natal acontece em julho, por exemplo.
DESCULPA é uma frase que pretende ser um beijo.
EXCITAÇÃO é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.
DESATINO é um desataque de prudência.
PRUDÊNCIA é um buraco de fechadura na porta do tempo
LUCIDEZ é um acesso de loucura ao contrário.
RAZÃO é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
EMOÇÃO é um tango que ainda não foi feito.
AINDA é quando a vontade está no meio do caminho.
VONTADE é um desejo que cisma que você é a casa dele.
DESEJO é uma boca com sede.
PAIXÃO é quando apesar da palavra "perigo " o desejo vai e entra.
AMOR ... Ah! esse negócio de amor não sei explicar não...

(Autor Desconhecido)

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e quem disser que não é verdade... bom, ganha um carão!
=P

beijos e bom domingo!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

(...)

Na verdade constante
da beirada da estrada,
onde os raios solares não ousam,
se faz a solidão do tiro certo,
inconstante frio do calor.

Enquanto se sabe,
o que julga ser não existe,
a festa é sozinha com a corda de metal
o grito das ondas vadias no ar,
são o que as curvas brincam.

Dali se descobre o que sempre foi,
a beirada sempre foi margem,
a estrada foi um dia de passagem,
a verdade era um nome,
a solidão nada.
O frio o calor e o calor, frio.

saber-se é descobrir a inocência
que não tem cura pelo sereno,
e a lua esquenta pela janela.
perdida das horas,
exatas em serem estranhas nas pontas.
Pedras, poeira e pó.
Não se sabe bem...
se é bem!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

verdade cega

tem algo que por dentro diz que é.
que o caminho pode não ser esse,
mas a chegada está perto do que é pra ser.
por enquanto eu sei o que é,
ele me disse e algo mudou.

as vezes a vontade cega,
não que seja errado,
mas é algo que vai além,
contorna,
molda.

não precisa fazer sentido pra ser,
precisa ser pra fazer sentido...
e as coisas são,
as pessoas estão,
estão.

talvez não seja necessário chegar tão perto,
talvez a resposta esteja do lado oposto,
talvez o branco é na verdade o preto,
e o medo do erro,
o acerto.

a verdade liberta.
a mente prende,
mente,
ilude...
a sabedoria guia,
as verdades acontecem,
a felicidade é complemento.

podemos escolher o que plantar,
mas temos obrigatoriamente que colher os frutos do que plantamos.

cada dia que passa eu tenho mais certeza,
não estou só,
não aconteceu por acaso...

=]

QG X7rit.qui+all9u

brilha pra mim,
mostra o que é,
despara minha vontade,
me cala,
me deixa assim...

sem saber como,
querendo dizer,
triste por saber,
empolgada...

hora que começa,
se foi,
ficou.
me iluminou.
razão.

acabou,
falou sem poder,
deixou esquecer,
ferveu...
esfriou.

conta,
faz de conta...
vive,
arrebenta,
ajuda,
sabe sem falar,
entende...

é assim que vivo,
minha família,
nossa escolha,
nosso dever,
nosso amor.
Nossa responsabilidade.

=]

Obrigada!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

deja vú

Não faz sentido,
em cada esquina os mesmos erros.
Montes de guardados não são presente,
tirar a fotografia da parede,
olhar a estrela que brilha em paz.

Esquecer o que é passado.
ver que o sinal já não é vermelho,
a porta pro infinito,
o irreal,
o que não pode ser dito.

Um reflexo,
um filete de luz que vaza por entre as pilhas empoeiradas das lembranças,
um corpo que entra, mas já está lá, sem estar.
Impressões que não são,
um retrato pendurado na parede,
impresso na alma.

uma vida inteira pra desfazer,
um segundo para recriar.

terça-feira, 25 de março de 2008

Sabrina!

***

O cantor mudo vem,
com o olhar procura por uma cumplicidade que não existe,
uma carne que não está.
O salto daquela garota a faz parecer mais velha do que realmente é,
seus olhos, esmeraldas, não combinam,
sua face branca sustenta pontos,
o cabelo cacheado brinca com seus dedos.

Enquanto a cereja bebe junto aos lábios,
os dedos deslizam em teclas de piano,
branco...
Foi um engano.
No bilhete alguns garranchos,
alguns números...

um sorriso não retribuído,
o guardanapo amassado,
um grito no fundo do salão,
mais uma bebida,
outra canção desconhecida.

Ela caminha firme,
repousa a mão sobre o terno do cantor,
com o olhar o indica a próxima melodia.
Sua voz é como veludo lavado,
quase encanta...

Em quase fim,
deixa sua glória e volta,
come sua cereja embebida,
retorna o bilhete em um cartão de visita discreto: Obrigada!
Segue dona de si.

Com seus poucos anos,
suas várias experiências,
caminha com seu salto agulha
à procura...
outros cantores para emudecer,
outras platéias para entreter,
outras bebidas para beber.

Seu nome? Sabrina!

***

domingo, 16 de março de 2008

Umbigo de Coroa.

Entre idas e vindas
a majestade, realeza
aparece enormemente pequena.

O medo de envolver a tal ponto que
se perde do resto e do que era antes
assombra quase todo o mundo que insiste pensar.

O mundo é perfeito,
e na certaza de algo,
desabrocha o medo (mais um)
e desafia o que é humanamente impossível...
é quando tudo parece não mais fazer sentido.

Não há troféu,
a beleza não é exibir,
sentir ultrapassa todos os limites,
e para isso não há remédio que cure,
o mal da alma é o que não se tem.
Não tem bula e remédio que precisa,
excurssão, palavrão, sol, tempero
é tudo o dia,
não faz mal e não tem receita.

E entre idas e vindas,
grandes se tornal pequenos,
pequenos se tornam grandes,
cresce, acontece, envelhece,
aparece, jamais padece...

lavado

e a vida vem ligeira,
traz o que não era,
transforma o que foi.

perde por aí o tesão da brancura alva,
que era o desejo de outrora,
mistura o cinismo com o que era só mentira,
faz a verdade uma ironia mentirosa maquiada.

e a sensação continua,
vira gozo do passado,
dor de lembranças antes esquecidas.

o cheiro fino do coração
faz do sorriso um segundo céu,
e o abraço um laço invisível daquela amizade que um dia murchou
pela malvada mão que se negava a aguar...

e tá tudo lindo junto com o que era,
ontem e amanha juntos no hoje de ontem.

atitude da menina que era doce,
que se assusta com o licious,
que quer o mundo pelo olhar que não está nela,
surda e cega da faixa que embrulha o que ela nunca viu...
Vivendo!

e a chuva não pára...

quinta-feira, 13 de março de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

devaneios soltos.

quando você aparece vindo de trás daquela árvore,
você sabe dizer tudo o que estou sentindo,
meus pés são os seus.

sei que naquela hora,
as folhas secas são platéia a nos saudar.
sei que os nossos passos tem o mesmo tamanho,
e nossos objetivos se tocam.

você me contou coisas das quais eu já sabia,
eu contei coisas que acho que não deveriam ser ditas,
mas a distância quis trazer a proximidade por esse ângulo.

e eu não sei mais como era pra ter sido,
não perco o tempo imaginando como o ontem virou hoje.
sei que hoje será amanha mesmo se eu não quiser...

e eu amo esse seu movimento.
saboreio observar você ao longe,
com esse toque que de leve se faz pesado para nós.

desatando nós reais...
irreais expectativas.
abraços, amigos,
sonhos,
palavras...

não sei mais.

segunda-feira, 3 de março de 2008

fotos perfeitas me fazem não esquecer...





Odeio ver suas fotos,
odeio saber que você sabe que eu faço isso,
odeio te procurar,
odeio sentir que eu estou parada no tempo,
odeio querer esses olhos olhando para mim,
odeio o tanto que você sabe ser lindo,
e carinhoso,
e romântico,
e livre,
e leve,
e verdadeiro...
e odeio saber que eu não soube dar valor.

odeio querer você pra mim denovo,
odeio saber que vou te ver em breve,
que vou ter que fingir que não sei,
que existe algum acaso...

odeio sentir que te amo depois de tanto tempo...
odeio ser grata por você ter feito tanto por mim,
tanto comigo,
tanto pra me ver assim...

eu te amo meu pequeno porcarião.
never surrender!

=***

domingo, 2 de março de 2008

2006/2007

Por que o amor tem dessas coisas,
um dia a lua cai,
noutro,
nada acontece.

No seguinte,
nascem dois sois.
Ao final,
nenhuma lua,
mas uma estrela.

Cravejada no cio do mundo,
enchendo de alegria e preguiça os corações.

Amores perdidos se encontram,
amores achados se perdem,
amores nenhum se tornam vida.

e o rio segue o seu curso....

***

O problema não é o quanto vc diz me amar.
Não é quanto zelo você diz ter,
não é o quão felizes somos juntos.

Eu não estou presa,
eu não espero aceitação minha,
eu não me respeito e você não sabe quem eu sou.
Você não me conhece!

Como "ontem",
todos viram a falta do brilho dos olhos meus,
e você, ou não percebeu,
ou não quis que fosse verdade.

Os arco-iris desbotam,
a chuva passa,
o sol se poe.
Tudo um dia acaba.
O nosso caso de amor acabou.
Não olhamos mais na mesma direção
(na verdade nunca olhamos),
agora é hora de ver,
acreditar na realidade dos fatos.
Eu não amo você.

-3/2/7-

um escrito antigo

Eu já acreditei em você!
Já tentei fazer um dia perfeito.

Por que ignorar não basta.

Por que eu aprendí.
Por que legal todo mundo pode ser...
Por que me importo em estar.
Por que a Xiba não é presente,
por que amando a gente descobre,
por que não se trata de amor.
Por que desejo ser,
por que a rebeldia agora é moda.
Por que eu sou estrela.

Por que qualquer um pode fazer,
e o interesse geral é um!

Dormir numa bolha para não ver o tempo chegar para nós.

***
02/nov/2006

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